O POTE VAZIO
1 comentários Postado por Romelia Dolores Menezes de Oliveira às quinta-feira, dezembro 04, 2008
Fala sobre valores, verdade, cuidado, dedicação e afeto.
E uma doce história sobre a lealdade, os princípios e o respeito pelo ser humano.
O POTE VAZIO
Há muito tempo, na China, vivia um menino chamado Ping, que adorava flores. Tudo o que ele plantava florescia maravilhosamente. Flores, arbustos e até imensas árvores frutíferas desabrochavam como por encanto.
Todos os habitantes do reino também adoravam flores. Eles plantavam flores por toda a parte e o ar do país inteiro era perfumado.
O imperador gostava muito de pássaros e outros animais, mas o que ele mais apreciava eram as flores. Todos os dias ele cuidava de seu próprio jardim.
Acontece que o imperador estava muito velho e precisava escolher um sucessor.
Quem podia herdar seu trono? Como fazer essa escolha?
Já que gostava muito de flores, o imperador resolver deixar as flores escolherem.
No dia seguinte, ele mandou anunciar que todas as crianças do reino deveriam comparecer ao palácio. Cada uma delas receberia do imperador uma semente especial. – Quem provar que fez o melhor possível dentro de um ano – ele declarou – será meu sucessor.
A notícia provocou muita agitação. Crianças do país inteiro dirigiram-se ao palácio para pegar suas sementes de flores.
Cada um dos pais queria que seu filho fosse escolhido para ser o imperador, e cada uma das crianças tinha a mesma esperança.
Ping recebeu sua semente do imperador e ficou felicíssimo. Tinha certeza de que seria capaz de cultivar a flor mais bonita de todas.
Ping encheu o vaso com terra de boa qualidade e plantou a semente com muito cuidado.
Todos os dias ele regava o vaso. Mal podia esperar o broto surgir, crescer e depois dar uma linda flor.
Os dias se passaram, mas nada crescia no vaso. Ping começou a ficar preocupado. Pôs terra nova e melhor num vaso maior. Depois transplantou a semente para aquela terra escuta e fértil. Esperou mais dois meses e nada aconteceu. Assim se passou o ano inteiro.
Chegou a primavera e todas as crianças vestiram suas melhores roupas para irem cumprimentar o imperador. Então correram ao palácio com suas lindas flores, ansiosas por serem escolhidas.
Ping estava com vergonha de seu vaso sem flor. Achou que as outras crianças zombariam dele por que pela primeira vez na vida não tinha conseguido cultivar uma flor.
Seu amigo apareceu correndo, trazendo uma planta enorme:
- Ping, disse ele, você vai mesmo se apresentar ao imperador levando um vaso sem flor? Por que não cultivou uma flor bem grande como a minha?
- Eu já cultivei muitas flores melhores do que a sua, disse Ping.
- Foi essa semente que não deu nada.
O pai de Ping ouviu a conversa e disse:
- Você fez o melhor que pôde, e o possível deve ser apresentado ao imperador.
Ping dirigiu-se ao palácio levando o vaso sem flor.
O imperador estava examinando as flores vagarosamente, uma por uma. Como eram bonitas! Mas o imperador estava muito sério e não dizia uma palavra.
Finalmente chegou a vez de Ping. O menino estava envergonhado, esperando um castigo. O imperador perguntou:
- Por que você trouxe um vaso sem flor?
Ping começou a chorar e respondeu:
- Eu plantei a semente que o senhor me deu e a reguei todos os dias, mas ela não brotou. Eu a coloquei num vaso maior com terra melhor, e mesmo assim ela não brotou. Eu cuidei dela o ano todo, mas não deu nada. Por isso hoje eu trouxe um pote vazio. Foi o melhor que eu pude fazer.
Quando o imperador ouviu essas palavras, um sorriso foi se abrindo em seu rosto e ele abraçou Ping. Então ele declarou para todos ouvirem:
- Encontrei! Encontrei alguém que merece ser imperador!
- Não sei onde vocês conseguiram essas sementes, pois as que eu lhes dei estavam todas queimadas. Nenhuma delas poderia ter brotado. Admiro a coragem de Ping, que apareceu diante de mim trazendo a pura verdade. Vou recompensá-lo e torná-lo imperador deste país.
(extraído do livro O Pote Vazio – Demi, Editora Martins Fontes)
O nascimento de Jesus
0 comentários Postado por Romelia Dolores Menezes de Oliveira às domingo, novembro 30, 2008O Coelhinho e o Natal
1 comentários Postado por Romelia Dolores Menezes de Oliveira às domingo, novembro 30, 2008
Com a chegada do Inverno os campos ficaram cobertos de neve e o coelhinho Timóteo resolveu explorar para os lados da quinta do Sr. Francisco, uma vez que a sua mãe nunca o deixava lá ir, pois dizia que era um sítio muito perigoso. À entrada da quinta encontrou uma cerca de madeira e saltou por cima. Ao olhar de perto para a janela da casa reparou que estava toda decorada com uns enfeites vermelhos e dourados, ao redor da casa haviam umas luzes coloridas que piscavam e cá fora estava uma árvore cheia de fitas brilhantes e outros objectos coloridos. O coelhinho estava muito intrigado com aquilo porque nunca tinha visto nada parecido em toda a floresta.
Uns saltinhos mais à frente sentiu o cheiro de uns animais que não conhecia e resolveu investigar. Chegou-se perto da vaca e perguntou-lhe:
- Olá.
- Muuuu. Quem és tu e o que fazes aqui?
- Eu sou o Timóteo e vim aqui ver a quinta.
- Eu sou a Vaca Mimosa. É melhor teres cuidado porque se o Sr. Francisco te apanha, estás em maus lençóis.
- Oh Mimosa, diz-me uma coisa, toda a quinta está decorada com uns enfeites dourados, vermelhos, verdes e prateados, eu nunca vi nada assim na floresta. O que é isto tudo afinal?
- É o Natal. Os humanos em chegando a Dezembro enfeitam toda a casa com estas coisas.
- Natal? Eu nunca ouvi falar nisso, podes-me explicar o que é?
- Não te sei explicar muito bem, só sei que durante esta altura as pessoas andam sempre a assobiar músicas e estão sempre felizes. E lá quase para o fim do mês, vêm-me tirar muito leite e levam lá para dentro, passado algum tempo, sinto o cheiro de comida que está a ser cozinhada com o leite que me tiram. Acho que é só uma altura em que eles gostam de comer muito.
O Timóteo estava muito baralhado. Enfeitam a casa toda e comem muito? Mas que coisa estranha. Um pouco mais ao lado reparou que haviam algumas galinhas, e foi ter com elas, com a esperança de que talvez elas lhe soubessem explicar o que era o Natal.
- Olá Sr.ª Galinha. Eu sou o coelho Timóteo. Pode-me explicar o que é o Natal?
- O Natal? Eu não sei explicar o que é, só sei que há uma altura em que vêm cá mais que uma vez por dia, ver se pusemos mais ovos. Assim que vêm mais um ovo levam-no logo para a cozinha. Vai perguntar ali ao peru Gluglu, pode ser que ele te saiba ajudar.
- Olá Sr. Peru. Por acaso sabe-me dizer o que é o Natal?
- NATAL? AH! – Gritou o peru com um ar de desespero. É uma coisa que deve ser horrível, pelo que me contaram, parece que todos os anos está sempre cá um peru diferente. Chega-se aquele dia que é muito especial para eles, levam o peru e nunca mais ninguém o vê... Eu estou aterrorizado! Estou até a elaborar um plano de fuga. Queres-me ajudar?
- Err.... Não, não, eu não estou a pensar fugir.
- Oh, pena... Mas experimenta perguntar ao Pato Patui. De certeza que ele sabe mais do que eu. Boa sorte.
- Obrigado.
Como o peru não o consegui ajudar, foi perguntar ao Pato Patui.
- Olá senhor Pato. Sabe o que é o Natal?
- Natal? Eu não quero saber nada disso, sei que há um dia em que aparece aqui muita gente, com humanos pequenos e tudo e esses começam a assustar-me e a correr atrás de mim. Seja aquilo que for, eu não gosto. Pergunta ali ao cão Caracol.
Os cães, Timóteo conhecia, e sabia que podiam ser perigosos, a sua mãe já o tinha avisado, por vezes eles correm atrás dos coelhos para os apanharem. Mas aquele cão dormia pacificamente ao pé dos degraus da casa, tinha um longo pelo encaracolado e já parecia ser um pouco velho.
- Senhor cão....
- Mmmm, quem é? – O cão abre um olho e fecha-o em seguida.
- Eu, eu... eu gostava de saber o que é o Natal.
- O Natal... o Natal, é... olha, não me lembro. A minha memória já não é o que era dantes. Acho que é uma festa em que as pessoas fazem muito barulho e não me deixam dormir. Pergunta mas é ao cavalo Alfredo, há sempre um dia em que o Sr. Francisco leva a carroça cheia de embrulhos, uns grandes e outros mais pequenos, mas eu não sei porquê. Vai-lhe lá perguntar, que eu estou com muito sono e quero dormir.
Chegando-se ao pé do cavalo Alfredo, Timóteo estava um bocadinho receoso, com aquela criatura tão grande.
- Escusas de ter medo. – Disse o cavalo.
- Desculpe, eu não queria incomodá-lo, mas eu estou curioso com uma coisa e os outros animais disseram-me que talvez o senhor me pudesse ajudar.
- Queres saber o que é o Natal, não é?
- Como é que sabe? – Perguntou o coelhinho com um ar admirado.
- Todos os anos aparece aqui na quinta um animal curioso, assim como tu a fazer perguntas sobre os hábitos estranhos dos humanos. Tu deves ser filho da Cauda Fofa, certo?
- Como é que sabe o nome da minha mãe?
- Eu conheci a tua mãe muito antes de tu nasceres. E tu és muito parecido com ela. A tua mãe também era muito curiosa. Acho que o melhor que tens a fazer é voltares para casa e perguntares-lhe o que é o Natal. Ela vai-te contar a história completa.
- A minha mãe? Ela sabe o que é o Natal?
- Sabe sim, vai já a correr para casa antes que fique de noite!
- Vou pois! – Disse o Timóteo com um ar apressado.
O coelhinho correu o mais depressa que consegui até à sua toca. Ao chegar perguntou com um ar ofegante:
- Mãe, o que é o Natal? O cavalo Alfredo disse que tu sabias o que era o Natal. Diz-me o que é o Natal!
- Calma Timóteo, estou a ver que andaste a passear pela quinta do Sr. Francisco e que falaste com o Alfredo. Estou a ver que temos de ter uma longa conversa.
E assim, todos juntos no aconchego da toca, Timóteo e os seus irmãos ouviam atentamente a história do Natal, sobre o menino que nasceu, a estrela cadente, os reis magos e os presentes. Naquela altura Timóteo percebeu que o Natal, não era aquilo que os animais da quinta diziam, sobre a comida, os presentes e os enfeites, mas que acima de tudo era o convívio com a família e o amor e a união que deve fazer parte da nossa vida. Naquela altura, na sua toca acolhedora, junto com a sua mãe e os seus irmãos, Timóteo sentiu que estava a ter o seu Natal. Repletos de alegria e de felicidade abraçaram-se todos com entusiasmo e amor, até que... alguém bate à porta. Quem seria? O espanto pairava no rosto de todos. A mamã Cauda Fofa abriu a porta e chamou por Timóteo.
- Timóteo, filho, está aqui alguém que te veio visitar.
Era o peru Gluglu. Parece que este ano o Natal na quinta do Sr. Francisco ia ser sem peru.
MAIS LINDOS ENFEITES!!
0 comentários Postado por Romelia Dolores Menezes de Oliveira às sábado, novembro 29, 2008VOCABULÁRIO PARA NETOS
1 comentários Postado por Romelia Dolores Menezes de Oliveira às sexta-feira, novembro 28, 2008
VOCABULÁRIO PARA NETOS
Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.
Amigo: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta
Amor ao próximo: É quando o estranho
passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.
Caridade: É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.
Carinho: É quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo
Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.
Cordialidade: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.
Doutrinação: É quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra
Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente
e a gente estando com pressa não reclama.
Evangelho: É um livro que só se lê bem com o coração.
Evolução: É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar
Quem ficou para trás
Fé: É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.
Filhos: É quando Deus entrega uma jóia em nossa mão e recomenda cuidá-la
Fome: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.
Inimizade: É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.
Inveja: É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.
Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.
Lealdade: É quando a gente prefere morrer que
trair a quem ama.
Mágoa: É um espinho que a gente coloca no coração
e se esquece de retirar.
Maldade: É quando arrancamos as asas do anjo
que deveríamos ser
Mediunidade com Jesus: É quando a gente serve de instrumento em uma comunicação mediúnica e a música tocada parece um noturno de Chopin.
Morte: Quer dizer viagem, transferência ou qualquer coisa com cheiro de eternidade.
Netos: É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.
Obsessor: É quando o Espírito adoece,manda embora a compaixão e convida a vingança para morar com ele.
Ódio: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.
Orgulho: É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.
Paz: É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.
Perdão: É uma alegria que a gente se dá e que pensava que jamais a teria.
Perfume: É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.
Pessimismo: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.
Preguiça: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.
Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.
Reencarnação: É quando a gente volta para o corpo, esquecido do que fez, para se lembrar do que ainda não fez.
Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.
Sexo: É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.
Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.
Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.
Solidão: É quando estamos cercado por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.
Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.
Ternura:
É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.
Vaidade: É quando a gente abdica da nossa essência por outra, geralmente pior.
LUIZ GONZAGA PINHEIRO

FAÇA VOCÊ MESMA! COM E.V.A, TINTAS, LAÇOS ,COLA QUENTE,ARAME E MUITO AMOR!!!!!!!!


















