BRINQUEDO DIABOLO

PASSO A PASSO DO DIABLO NO VIDEO AQUI

O artesão Peter Paiva nos ensinou a fazer um diabolo, que você pode brincar no play, nas ruas, no jardim e até levar para a casa de amigos! Confira: MATERIAL:
6 tigelas descartáveis
2 pedaços quadrados de papel canelado
Barbante
1 tampinha de garrafa pet
Régua
Lápis
Pincel
Cola branca
Papel laminado nas cores dourada, vermelha e prata
Tesoura sem ponta
Pistola com cola quente

PASSO A PASSO:
- Pegar as tigelas, cola e pincel. Passar cola em toda a tigela, na parte de fora. Colar uma tigela na outra. Vai ficar com 3 potinhos coladinhos de um lado e 3 potinhos coladinhos de outro.
- Passe a cola quente na tampinha e cole-a bem no centro da tigela. Passar mais cola, só que agora em cima da tampinha. De forma que você uma as duas tigelas e a tampinha fique no meio delas.
- Com a ajuda da régua, faça tiras no papel laminado. Corte 12 tiras, bem coloridas.
- Passe a cola quente nas tiras que você acabou de cortar e cole 6 tirinhas em cima de um lado da tigela. Fazer o mesmo processo com o outro lado.
- Faça algumas bolinhas com o papel laminado e cole-as com cola branca em volta das tigelas.
- Para fazer o bastão, corte 12X12 de papelão. Cortar dois quadrados iguais. Enrole o papelão fazendo dois canudinhos, desta forma ele ficará mais fácil de colar no barbante.
- Corte mais ou menos um metro de barbante e cole-o com cola quente no canudinho de papelão, na parte de dentro. Depois de colado, enrole novamente o papelão fazendo o canudinho original. Pode passar cola quente nas pontas para que fique bem presinho. Fazer o mesmo com os dois lados.
- Para que os canudinhos de papelão fiquem mais bonitos você pode encapá-los com papel alumínio.

O PEQUENO PRÍNCIPE

o pequeno príncipe e a raposa... ou a história de todos nós?

(...) "E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.

- Bom dia - respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho.
- Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs o princípe
- estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?
- Procuro amigos - disse. - Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessiddade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
[...]
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! - disse ela.
- Bem quisera - disse o principe - mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
- Os homens esqueceram a verdade - disse a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
[O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry]

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...esse gurizinho nos ensina coisas, hein...
CLIQUE AQUI para baixar o livro O PEQUENO PRÍNCIPE

LEILÃO DE JARDIM

Leilão de Jardim

.

Quem me compra um jardim
com flores?

borboletas de muitas cores,

lavadeiras e passarinhos,

ovos verdes e azuis

nos ninhos?

Quem me compra este caracol?

Quem me compra um raio de sol?

Um lagarto entre o muro e a hera,

uma estátua da Primavera?

Quem me compra este formigueiro?

E este sapo, que é jardineiro?

E a cigarra e a sua canção?

E o grilinho dentro do chão?

(Este é meu leilão!)

Cecília Meireles

Lindo esse poema : LEILÃO DE JARDIM

Quando eu era pequena e morava no interior

eu também tinha um jardim .

Olha uma foto minha daquela época :

Jardim é um lugar muito especial , lugar de flores,

de cores , de perfumes ...

Todos nós podemos ter um jardim, mesmo bem pequenininho .

Existe um livro chamado O Pequeno Príncipe.

O príncipe dessa história tinha um jardim diferente ,

um jardim com apenas uma flor : uma rosa .

Sua rosa era uma flor delicada que precisava de muitos cuidados.

O Pequeno Príncipe amava o seu jardim e a sua rosa ...

Havia um pintor chamado Monet que também adorava jardins .

Esse é o jardim de Monet :

Na sua opinião, quando um jardim é especial?

Você acha que um jardim para se tornar especial

precisa ser grande?

Você acha que um jardim para se tornar especial precisa

ter uma grande variedade de flores e plantas ?

Faça um poema sobre o seu jardim .

O seu jardim pode ser real ou imaginário, não importa .

Mande para o nosso bloguinho o seu poema .

Ficarei muito feliz quando ele estiver enfeitando essa página !

AS NUVENS E AS INFÂNCIAS

“Olha aquela, é um avião”.

“Estou vendo uma flecha”.

“Uma carroça”.

Era assim que passávamos horas e horas nos divertindo com as nuvens, que,

para todas as crianças daquela época não eram nuvens,

eram animais, objetos dos mais diversos, todos os que podíamos imaginar

Do que elas eram feitas?

Tal curiosidade não era o suficiente para tirar nossas atenções.

Vislumbrávamos mais um macaco que acabara de se formar, minutos antes a mesma nuvem

era um elefante, ou uma elefanta? Nossa meninice se enveredava pelos ares todas as vezes que

chegávamos da escola primária, nosso passa tempo predileto,

tirando os brinquedos que criávamos e os esmerilávamos nas ruas de chão

do bairro pobre da cidade.

Ah, aquilo sim era infância!

Agora, somos homens crescidos, cada um seguiu um rumo diferente.

Continuo a ver “coisas” nas nuvens.

Infelizmente meus filhos não conseguem, para eles, as nuvens são nuvens, apenas nuvens.


José Augusto G. de Almeida

AS FADAS



As Fadas


(Charles Perrault)

Era uma vez uma viúva que tinha duas filhas.
A mais velha se parecia tanto com ela, no humor e de rosto, que quem a via, enxergava a própria mãe. Mãe e filha eram tão desagradáveis e orgulhosas que ninguém as suportava.
A filha mais nova, que era o retrato do pai, pela doçura e pela educação, era, ainda por cima, a mais linda moça que já se viu.
Como queremos bem, naturalmente, a quem se parece conosco, essa mãe era louca pela filha mais velha. E tinha, ao mesmo tempo, uma tremenda antipatia pela mais nova, que comia na cozinha e trabalhava sem parar como se fosse uma criada.
Tinha a pobrezinha, entre outras coisas, de ir, duas vezes por dia, buscar água a meia légua de casa, com uma enorme moringa, que voltava cheia e pesada.
Um dia, nessa fonte, lhe apareceu uma pobre velhinha, pedindo água:
- Pois não, boa senhora - disse a linda moça.
E, enxaguando a moringa, tirou água da mais bela parte da fonte, dando-lhe de beber com as próprias mãos, para auxiliá-la.
A boa velhinha bebeu e disse:
- Você é tão bonita, tão boa, tão educada, que não posso deixar de lhe dar um dom .Na verdade, essa mulher era uma fada, que tinha tomado a forma de uma pobre camponesa para ver até onde ia a educação daquela jovem.
- A cada palavra que falar - continuou a fada -, de sua boca sairão uma flor ou uma pedra preciosa.
Quando a linda moça chegou a casa, a mãe reclamou da demora.
- Peço-lhe perdão, minha mãe - disse a pobrezinha -, por ter demorado tanto.
E, dizendo essas palavras, saíram-lhe da boca duas rosas, duas pérolas e dois enormes diamantes.
- O que é isso? - disse a mãe espantada -, acho que estou vendo pérolas e diamantes saindo da sua boca. De onde é que vem isso, filha? Era a primeira vez que a chamava de filha.
A pobre menina contou-lhe honestamente tudo o que tinha acontecido, não sem pôr para fora uma infinidade de diamantes.
- Nossa! - disse a mãe -, tenho de mandar minha filha até a fonte.
- Filha, venha cá, venha ver o que está saindo da boca de sua irmã quando ela fala; quer ter o mesmo dom? Pois basta ir à fonte, e, quando uma pobre mulher lhe pedir água, atenda-a educadamente.
- Só me faltava essa! - respondeu a mal-educada- Ter de ir até a fonte!
- Estou mandando que você vá - retrucou a mãe -, e já.
Ela foi, mas reclamando. Levou o mais bonito jarro de prata da casa.
Mal chegou à fonte, viu sair do bosque uma dama magnificamente vestida, que veio lhe pedir água.
Era a mesma fada que tinha aparecido para a irmã, mas que surgia agora disfarçada de princesa, para ver até onde ia a educação daquela moça.
- Será que foi para lhe dar de beber que eu vim aqui? - disse a grosseira e orgulhosa. - Se foi, tenho até um jarro de prata para a madame! Tome, beba no jarro, se quiser.
- Você é muito mal-educada - disse a fada, sem ficar brava.
- Pois muito bem! Já que é tão pouco cortês, seu dom será o de soltar pela boca, a cada palavra que disser, uma cobra ou um sapo.
Quando a mãe a viu chegar, logo lhe disse:
- E então, filha?
- Então, mãe! - respondeu a mal-educada, soltando pela boca duas cobras e dois sapos.
- Meu Deus! - gritou a mãe -, o que é isso? A culpa é da sua irmã, ela me paga. E imediatamente ela foi atrás da mais nova para espancá-la.
A pobrezinha fugiu e foi se esconder na floresta mais próxima.
O filho do rei, que estava voltando da caça, encontrou-a e, vendo como era linda, perguntou-lhe o que fazia ali tão sozinha e por que estava chorando.
- Ai de mim, senhor, foi minha mãe que me expulsou de casa.
O filho do rei, vendo sair de sua boca cinco ou seis pérolas e outros tantos diamantes, pediu-lhe que lhe dissesse de onde vinha aquilo.
Ela lhe contou toda a sua aventura. O filho do rei apaixonou-se por ela e, considerando que tal dom valia mais do que qualquer dote, levou-a ao palácio do rei, seu pai, onde se casou com ela.
Quanto à irmã, a mãe ficou tão irada contra ela que a expulsou de casa.
E a infeliz, depois de muito andar sem encontrar ninguém que a abrigasse, acabou morrendo num canto do bosque.

Moral da História
Se diamantes e dinheiro têm
Para as pessoas valor,
Mais valor têm as palavras
E, mais que valor, resplendor.

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