PAI! MEU QUERIDO PAI!

HOMENAGEM AO PAPAI!


A lenda da criação dos pais

Conta-se que, quando Deus se dispôs a criar os pais, Ele se esmerou a tal ponto que atraiu a atenção de um anjo, que ficou a observá-Lo. Deus começou fazendo um homem de estatura muito alta. O anjo vacilou um pouco, mas resolveu falar com o Criador: Senhor, que tipo de pai é este? Se as crianças são baixinhas, por que um pai tão alto? Ele terá dificuldades para jogar bolinhas de gude sem se ajoelhar. Não poderá colocar uma criança na cama, nem beijá-la, sem ter que se curvar muito. Deus sorriu e explicou que o pai precisava ser alto, para a criança ter alguém para enxergar, quando olhasse para cima. Aí, Ele partiu para colocar mãos grandes e vigorosas no modelo. O anjo criou coragem e falou outra vez: Senhor, desculpe-me. Mas mãos grandes são desajeitadas. Elas não vão conseguir abotoar botões pequenos, nem prender elásticos nos cabelos e nem retirar cisco do olho de uma criança. E como irão trocar fraldas num bebezinho? Pensei nisso, respondeu Deus, com toda Sua paciência. Eu as fiz grandes o suficiente para segurar tudo o que um menino tira do bolso no fim do dia. E você verá, são pequenas o suficiente para segurar e acariciar o rosto de uma criança. Depois, Deus começou a modelar as pernas. E as fez longas, esguias. E colocou ombros largos no protótipo de pai que estava criando. O Senhor percebeu que fez um pai sem colo? Quando ele segurar uma criança, ela vai cair pelo vão das suas pernas! º tornou a censurar o anjo. Deus continuou a modelar, com todo o cuidado e esclareceu: Mães necessitam de colo. O pai necessita de ombros fortes para equilibrar um menino na bicicleta ou segurar uma cabeça sonolenta no caminho de casa, depois das brincadeiras do circo ou da ida ao parque. E Deus colocou pés grandes. Os maiores pés que o anjo já tinha visto. Ele não se conteve: Senhor, acha justo isso? Honestamente, o Senhor acha que esses dois pés vão conseguir saltar rápido da cama quando o bebê chorar? E quando tiver que atravessar um salão de festas de aniversário de uma criança, então! No mínimo, com esses pés enormes vai esmagar umas três delas, até chegar do outro lado. Eles vão ser úteis, foi explicando o bom Deus. Você verá. Vão ter força para sustentar uma criança que deseje ver o mundo, do alto do pescoço do pai. Ou que deseje brincar de cavalinho. Vão dar passadas firmes e quando a criança as ouvir, subindo as escadas, em direção ao seu quarto, se sentirá segura, por saber que o pai logo mais estará ali, para abençoá-la, antes de se entregar ao sono. Deus continuou a trabalhar noite adentro. Deu ao pai poucas palavras, porém uma voz firme, cheia de autoridade. Deu-lhe também olhos que enxergavam tudo, mas que continuavam calmos e tolerantes. Contemplando sua obra de arte, Deus resolveu acrescentar um último detalhe. Tocou com Seus dedos os olhos do pai e colocou lágrimas que ele pudesse acionar, quando tivesse necessidade. Aí, virou-se para o anjo e perguntou: Agora, você está satisfeito em ver que ele pode amar tanto quanto uma mãe? O anjo nada mais tinha a argumentar. Permaneceu em silêncio.

SER AMIGO!

AMIGO

Não posso dar soluções para todos os problemas de tua vida,
nem tenho respostas para todas tuas dúvidas e temores,
mas posso escutar-te e buscá-las junto contigo.

Não posso mudar teu passado, nem teu futuro,
mas quando necessitares de mim estarei junto a ti.

Não posso evitar que tropeces.
Somente posso oferecer-te minha mão para que te segure e não caia.

Tuas alegrias, teus triunfos e teus êxitos não são meus,
mas alegro-me sinceramente quando te vejo feliz.
Não julgo as decisões que tomas na vida.
Limito-me a apoiar-te, a estimular-te e a ajudar-te se me pedires.

Não posso traçar limites dentro dos quais deves viver,
mas sim te ofereço espaço necessário para crescer.

Não posso evitar teus sofrimentos quando algo te parta o coração,
mas posso chorar contigo e recolher os pedaços para arrumá-lo de novo.

Não posso dizer-te quem és, nem quem deverias ser.
Somente posso querer-te como és e ser teu amigo.

Nestes dias orei por ti.
Nestes dias me pus a recordar minhas amizades mais preciosas.
Sou uma pessoa feliz: tenho mais amigos do que imaginava.
Isso é o que eles me dizem, me demonstram.
É o que sinto por todos eles.
Vejo o brilho em seus olhos, o sorriso espontâneo e a alegria que sentem ao me ver.
E eu também sinto paz e alegria quando os vejo e quando conversamos; seja na alegria ou seja na serenidade.

Nestes dias pensei em meus amigos e amigas e entre eles apareceste tu.
Não estavas acima, nem abaixo, nem no meio.
Não encabeçavas, nem concluías a lista.
Não eras o número um, nem o número final.
O que sei é que te destacavas por alguma qualidade que transmitias e com a qual há tempos enobrece minha vida.
Eu tampouco tenho a pretensão de ser o primeiro, o segundo ou o terceiro de tua lista.
Basta que me queiras como amigo.

Então, entendi que realmente somos amigos.
Orei e agradeci a Deus por ter me dado a oportunidade de ter um amigo como tu.
Era uma oração de gratidão, porque tu tens tornado melhor a minha própria vida.

BAÚ DE HISTÓRIAS

PROFESSOR SASSÁ

;;