ONDE ESTÁ DEUS?

Onde está Deus? Pergunta o cientista,
Ninguém O viu jamais. Quem Ele é?
Responde às pressas o materialista:
Deus é somente uma invenção da fé!

O pensador dirá, sensatamente:
- Não vejo Deus, mas sinto que Ele existe!
A natureza mostra claramente
Em que o poder do Criador consiste.

Mas o poeta dirá, com segurança
De quem afirma porque tem certeza:
- Eu vejo Deus no riso da criança,
No céu, no mar, na luz da natureza!

Contemplo Deus brilhando nas estrelas
No olhar das mães fitando os filhos seus,
Nas noites de luar claras e belas,
Que em tudo pulsar o coração de Deus!

Eu vejo Deus nas flores e nos prados,
Nos astros a rolar pelo infinito,
Escuto Deus na voz dos namorados,
E sinto Deus na lágrima do aflito!

Percebo Deus na frase que perdoa,
Contemplo Deus na mão que acaricia,
Escuto Deus na criatura boa
E sinto Deus na paz e na alegria!

Eu vejo Deus no médico salvando,
Pressinto Deus na dor que nos irmana,
Descubro Deus no sábio procurando
Compreender a natureza humana!

Eu vejo Deus no gesto de bondade,
Escuto Deus nos cânticos do crente,
Percebo Deus no sol, na liberdade
E vejo Deus na planta e na semente!

Eu vejo Deus, enfim, por toda parte,
Que tudo fala dos poderes seus,
Descubro Deus na expressão da arte,
No amor dos homens também sinto Deus!

Mas onde sinto Deus com mais beleza,
Na sua mais sublime vibração,
Não é no coração da natureza,
É dentro do meu próprio coração.

J.F. Alves Filho
(Poeta e escritor)

ORAÇÃO DO AMIGO

FANTOCHE LUVA

Luva de História do Bom Pastor

Esta luva de história fiz para contar a história do Bom Pastor e a Ovelha Perdida.



Onde está a ovelhinha?
(escondida totalmente)











ACREDITAR E AGIR

ACREDITAR E AGIR

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.

Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.

O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.

Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.

Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.

O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.

O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.

Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.

Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

Então, o barqueiro disse ao viajante:

Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.

Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.

Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.

Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.


;;